Retinopatia Diabética

Informações sobre a Retinopatia Diabética:

Se é uma das cerca de 500 mil pessoas que em Portugal tem Diabetes – ou se tem alguém das suas relações com esta doença deve saber que a diabetes ataca os olhos. O problema mais comum ocorre na retina, uma membrana muito fina localizada na parte detrás do olho onde se formam as imagens que olhamos e que são transmitidas ao cérebro através dos nervos ópticos. As lesões da retina podem diminuir muito a visão e mesmo levar à cegueira.

Prevenção

Há meios para previnir ou minorar as lesões da retinopatia diabética. A fotocoagulação pelo laser reduz o risco de o doente ter uma grave perda de visão e a vitrectomia, uma delicada operação pode dar visão útil a diabéticos com graves perdas de visão – cegueira inclusivamente. Pensa-se existir em Portugal cerca de 14.000 diabéticos cegos ou quase cegos e cerca de 200.000 têm já lesões a nível da retina. Quanto maior for o número de anos que um doente sofra de diabetes maior é a probabilidade de sofrer de retinopatia diabética: A retinopatia diabética é traiçoeira, no início não causa qualquer sintoma. Assim, um diabético apesar de já ter a retina doente não se apercebe disso. Apenas um Médico Especialista é capaz de detectar a doença. Se tem Diabetes deve de ser imediatamente observado por um Oftalmologista e depois periódicamente.

A diabetes e os olhos

Um dos sintomas da retinopatia diabética, por vezes temporário, é a alteração do poder de focagem do olho. Os óculos parecem “demasiado fortes” ou “demasiado fracos” subitamente – quando não se encontra outra causa, este pode ser o primeiro sintoma de diabetes. Os doentes com diabetes estão mais sujeitos a ter cataratas – situação em que uma lente que está dentro do olho fica “baça” e que tem de ser operado, e glaucoma – situação em que o olho fica tão duro que impede o sangue de circular no seu interior convenientemente, deixando o nervo de funcionar caso não seja descoberto em tempo oportuno. Contudo a mais temível e mais frequente causa de baixa de visão é a retinopatia diabética. Os vasos sanguíneos que alimentam a retina começam a deteriorar-se e a Retina começa a ter dificuldade em receber o oxigénio e os “alimentos” que lhe são levados pelo sangue, para poder funcionar. Os vasos ao funcionarem mal fazem “inchar a retina”, o que faz com que a pessoa comece a ver mal – é a retinopatia edematosa. Há ainda uma forma chamada retinopatia proliferativa: Aqui aparecem vasos sanguíneos anormais, que sangram com facilidade. Quando sangram o sangue pode “encher” o interior do olho e “tapar a visão”- neste caso em poucos minutos um doente que estava a ver bem fica cego.

Se as hemorragias se repetem forma-se uma “cicatriz” que além de impedir as imagens de chegar à retina, podem “puxá-la e soltá-la” produzindo um descolamento da retina. Estas duas situações tem de ser operadas e o doente a maior parte das vezes se bem que melhore e com acompanhamento regular, raramente fica a ver bem. Daí a importância de um exame precoce.

Consulta de oftalmologia

Os diabéticos devem de ser vistos pelo Oftalmologista pelo menos uma vez por ano, para que este lhe diga se necessita de fazer algum tratamento. Para espreitar bem a parte detrás do olho o Oftalmologista deve pôr gotas no olho para dilatar a pupila. O estudo da Retina requer em grande número de casos a injecção de uma substância corante- a fluoresceína – que quando atinge o olho permite através de fotografias com máquinas de filtros especiais detectar lesões que com o exame simples não são detectadas angiografia fluoresceínica: Em Portugal, desenvolveu-se um método ainda mais sensível de diagnóstico precoce que é a fluorofotometria do vítreo:

Tratamento da retinopatia diabética

Os raios laser conseguem reduzir o risco da visão baixar como está cientificamente demonstrado. Os RAIOS LASER são” uma luz muito forte” que consegue por meio de queimaduras na retina e nos vasos sanguíneos doentes, prevenir o agravamento da RETINOPATIA:

Nem todos os doentes podem fazer LASER, por exemplo, os que têm hemorragia no interior do olho, o raio não atinge a retina. O efeito do LASER não è melhorar a visão mas impedir tanto quanto possível que ela agrave. Quanto mais cedo fôr o efeito – desde que competentemente indicado – mais chances tem o doente de manter uma visão útil. Apesar de tratamento bem feito, muitos diabéticos podem ter hemorragias para o interior do olho. Nesta situação o Oftalmologista tem de operar o doente para tirar do interior do olho os coágulos e tecidos cicatriciais. Esta operação é a vitrectomia. Depois desta operação , o doente pode recuperar visão para poder voltar a ler, deslocar-se sem necessidade de ser ajudado dependendo o resultado não só da “habilidade” do cirurgião mas dos tratamentos anteriores feitos ( com o laser ) e do estado da retina que só pode ser avaliado muitas vezes depois da operação que retira o sangue que estava a tapar a retina. Muitas vezes o cirurgião espera alguns meses (1-12), dependendo muito do seu critério, na esperança do sangue absorver por si só (como acontece com uma nódoa negra).

Cuidados básicos

Para evitar o mais possível as complicações da diabetes é convicção que elas podem ser retardadas.

- Tomar insulina e ou outra medicação de acordo com o prescrito pelo endocrinologista, de forma a ter as glicémias o mais próximo possível de 80 a 120 mg/dl.

- Informar cada um dos médicos de toda a medicação prescrita por outro.

- Cumprir a dieta prescrita.

- Manter o peso de corpo perto do ideal.

- Fazer exercício regular.

- Controlar a Tensão Arterial com regularidade.

- Fazer um exame oftalmológico regular por um oftalmologista (especialista dos olhos), sendo o ideal de 6 em 6 meses.

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